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O benefício fiscal na exportação e a competitividade das empresas brasileiras no exterior

  • 24 de jul. de 2018
  • 2 min de leitura

A globalização gera oportunidades mesmo em tempos de crise e com mercados cada vez mais dinâmicos, as oportunidades de internacionalização são reais. No Brasil, os incentivos à exportação conferem maior competitividade ao produto brasileiro no exterior e a maioria dos produtos de exportação não sofrem a incidência do imposto de exportação. Fabricantes exportadores, tradings, comerciais exportadoras e cooperativas são isentos do IPI bem como recebem a imunidade do PIS e COFINS na exportação. Embora a política de incentivo a exportação por meio da desoneração tributária pareça ser uma enorme vantagem, o fato é que muitas empresas no Brasil, sobretudo pequenas e médias não atuam no comércio exterior. O que leva então muitas empresas brasileiras a se dedicarem ao mercado doméstico sem direcionar sua estratégia também ao comércio exterior? O que pode pesar na decisão de uma empresa que pretende evoluir no comércio exterior?

Embora os incentivos fiscais sejam uma alternativa, o custo Brasil é enorme e oneroso. Além disso há dificuldade de acesso a linhas de financiamento à exportação e, considerando que muitas empresas dependem de recursos de terceiros para produzir o que poderia ser exportado, temos um cenário que pode anular a vantagem dada pela desoneração tributária na exportação. Este ambiente serve como ponto de reflexão e tem muita interferência no preço de exportação de produtos brasileiros.

Por mais que a exportação seja uma vantagem competitiva e possa permitir que uma empresa brasileira atue não só aqui, mas no exterior, há barreiras a serem superadas, mas que, com um bom planejamento pode sim gerar novas possibilidades, favorecer a formação de nome no exterior, diminuir capacidade ociosa e promover a prosperidade de um negócio. Logo a inserção de empresas brasileiras no exterior demanda ainda de uma lição de casa bem executada e que muitas empresas acabam por não fazer.

Ser competitivo no exterior depende de fatores externos como economia, política, entre outros, mas também da organização interna e da capacidade de planejamento da empresa. Todos esses ingredientes juntos quando bem articulados melhoram a capacidade de decisão e vão permitir a diversificação de mercados.

 
 
 

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Marco Antonio da Silva
Empreendedor, Palestrante,
Professor e Autor

Formado em Comércio Exterior com vasta experiência em operações de importação e exportação, Diretor de Negócios do Grupo Comex Online,  docente de diversas universidades e autor de livros e cursos de Comércio Exterior.

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