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O FMI

  • 11 de set. de 2017
  • 2 min de leitura

O FMI, Fundo Monetário Internacional, já significou motivo de arrepio para os brasileiros. Desde a época da ditadura, o país teve uma dívida com o órgão criado para balancear a Economia de seus participantes. De 1982 a 2005, fomos devedores. Acertamos as contas e passamos a ser credores do fundo. Um passo importante para nossa Economia. Não sem antes decretarmos moratória unilateral e suspendido o pagamento de 87 a 94, quando nos colocamos disponíveis a renegociar a dívida com o fundo.


A partir do momento em que entramos na seleta lista de credores do fundo, isso nos fortalece na hora de sermos agentes na tomada de decisões. Ganhamos mais votos dentro do grupo. Explico: aproximadamente 40% dos votos do grupo são controlados por 5 países desenvolvidos. O Brasil tem aproximados 2%. É pouco para o potencial do nosso país mas é o preço de ter demorado tanto para resolver uma dívida do tamanho que tinha - pagamos 15 bilhões em 2005. É como seu crédito com o banco. Você mantém os pagamentos em dia, ele aumenta. Você fica um tempo longo como devolver e demora para recobrar a confiança do credores. E ser credor é uma das funções dos grupos. Outra é fazer análises e projeções sobre Economia dos seus participantes - justamente para evitar que precisemos de novo pedir dinheiro emprestado. E nesse momento, o FMI causa menos arrepio aos brasileiros.


O órgão elevou de 0,2% para 0,3% nossa estimativa de expansão para o PIB em 2017. O relatório de Perspectivas Econômicas Globais é um documento lançado a cada 3 meses pelo FMI com estudos importantes sobre nossa economia. Esse pequeno - mas significativo, dado o passado recente de nossa Economia - crescimento significa mais investimento, mais giro na economia. Então por ora, o FMI trouxe boas novas. Mas nem tudo são flores.


Por conta da severa instabilidade política, a previsão para 2018, que era de 1,7% caiu para 1,3%. Se 0,2% para 0,3% é muito, imagina o que é cair 0,4% como o órgão sugere. Embora ainda seja um crescimento, é menos do que temos capacidade. A razão da previsão de queda? O caos político no qual o país vive, onde 95% dos brasileiros não confia no rumo do país sob a atual gestão. O Brasil precisa resolver seu drama político para ter sua Economia correndo a todo vapor. A gente costuma brincar sobre política e House of Cards mas tem uma verdade aí: "Casa de Cartas" é como os americanos chamam aquela brincadeira de empilhar cartas a fim de formar estruturas que simulem casas e castelos. O Brasil tem todas as cartas na mão para crescer - tanto em Economia como em prestígio dentro do FMI -, a gente sempre soube disso. "Temos um país rico!", você já ouviu essa. E é verdade. Mas esse país precisa duma estrutura sólida na hora de montar a sua casa. Senão um vento bate, tudo cai e nós passamos de credor tentando prestígio a país devedor constrangido. O momento é vital para o Brasil. Mas quando nunca foi também, né?


 
 
 

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Marco Antonio da Silva
Empreendedor, Palestrante,
Professor e Autor

Formado em Comércio Exterior com vasta experiência em operações de importação e exportação, Diretor de Negócios do Grupo Comex Online,  docente de diversas universidades e autor de livros e cursos de Comércio Exterior.

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Estratégias para Atuação em Comércio Exterior apresenta o conteúdo de forma clara e objetiva, com dicas e exemplos, tabelas explicativas e passo a passo para preenchimento de formulários da área de Comex.

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