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MERCOSUL suspende direitos políticos da Venezuela

  • 16 de ago. de 2017
  • 2 min de leitura

A Venezuela está bastante presente no noticiário nas últimas semanas. O país vem lidando com uma crise interna desde 2013, quando Nicolas Maduro assumiu o poder após a morte de Hugo Chávez. A cada ano que passa, fica mais evidente uma série de atrasos institucionais da república: censura, perseguição política e péssima distribuição de renda.


O Mercosul foi formado em 91. Só em 2012 a Venezuela entrou - para sair poucos anos depois. O motivo, oficialmente, é pelo país não transpor os acordos do Mercosul para a legislação nacional. Os líderes dos países membros do bloco apontam que Maduro tenha falhado na adoção de 112 resoluções, ao todo. Entre elas, o não-cumprimento da promoção e proteção dos direitos humanos. As liberdades fundamentais do direito individual foram ignoradas o bastante, na visão do grupo, para que a Venezuela continuasse sendo parte do bloco.


Embora haja controvérsias se as motivações são políticas, econômicas ou sociais - na prática, os países do Mercosul vão poder ter mais liberdade para negociar com outros mercados e blocos econômicos. Isso era um entrave que havia com a presença da Venezuela. Vamos ter mais acesso a Aliança do Pacífico, composta por nossos irmãos do Chile, Colômbia, Peru e México e também dos países da União Europeia, com quem temos relações comerciais atrasadas há muitos anos e podem ser aceleradas com a saída da Venezuela. Até o Japão vai ficar mais acessível em termos comerciais para o Mercosul. O governo de Maduro era contra diversas formas de negociações comerciais com outros blocos.


Mas é bom já avisar para ninguém ir se empolgando antes da hora: o Mercosul tem vários problemas por si só. Por exemplo, existem restrições comerciais entre a Argentina e o Brasil - o que não faz muito sentido depois de 23 anos do bloco, convenhamos. Não há nenhuma garantia de que a saída da Venezuela vai trazer recursos e bons negócios para o bloco. Assim como o bloco já esteve bem enfraquecido e se manteve razoavelmente bem, entre poucos motivos, pela força da Venezuela, a sétima maior exportadora de petróleo do mundo. E não é que se o Mercosul estivesse tratando dos melhores acordos antes da entrada da Venezuela, em 2012.


Com Economia e Política, seja no Mercosul, União Europeia ou em outros planetas do Sistema Solar, não há 8 nem 80 e quem prevê não raramente quebra a cara. A gente espera que traga bons ventos para o Mercosul a saída da Venezuela. Mas os países vão ter que trabalhar um bocado para fazer isso acontecer. E é lógico, fica nossa solidariedade para o povo venezuelano, que não tem culpa da disputa de líderes poderosos.


 
 
 

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Marco Antonio da Silva
Empreendedor, Palestrante,
Professor e Autor

Formado em Comércio Exterior com vasta experiência em operações de importação e exportação, Diretor de Negócios do Grupo Comex Online,  docente de diversas universidades e autor de livros e cursos de Comércio Exterior.

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