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O Itamaraty

  • 2 de ago. de 2017
  • 3 min de leitura


Existem muitos Ministérios? É uma questão válida e fazendo as contas, a conclusão pode ser que sim mesmo. Algumas pastas poderiam entrar sob o mesmo título e isso iria ajudar a enxugar um pouco as contas públicas. Mas isso é assunto (longo) para outra conversa. Hoje eu quero falar sobre uma pasta que é de fato, fundamental: o Ministério das Relações Exteriores, conhecido também como Itamaraty.


Você pode até se perguntar: Por que chamam de Itamaraty? Essa é simples:


O nome curioso vem por conta da sede dele até 1970, no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro. Informalmente ele ganhou esse apelido, “Itamaraty”. Com o tempo, já em Brasília, o Palácio dos Arcos - nome do edifício criado pelo genial Oscar Niemeyer -, onde fica o Ministério das Relações Exteriores até hoje, passou a ser chamado de Palácio do Itamaraty. Apelido quando pega é difícil largar!


O Itamaraty é responsável por praticamente tudo quando se trata das relações entre Brasil e outros países. Tem funções políticas, culturais, diplomáticas, financeiras e comerciais, sendo esse item o foco da nossa conversa hoje aqui: O Itamaraty é o óleo na engrenagem da importação e exportação brasileira. Ele se certifica de que tudo está sendo bem conduzido pelos dois países, tanto a empresa brasileira que está comprando/vendendo quanto o contrário. E hoje quais são os países com quem nós mais fazemos negócios?


Na frente temos a China. E é na frente mesmo, igual time campeão brasileiro antecipado com 4 rodadas. Já tem uns anos que os chineses lideram a nossa tabela de exportações, mas esse ano cresceu para 25% do total da produção que sai do Brasil no primeiro semestre, um recorde de negócios, graças a soja e ao minério de ferro. E não só exportamos ¼ dos nossos bens para a China como também é de lá que mais compramos produtos manufaturados e semifaturados. Chineses são nossos principais parceiros há quase uma década! Já pensou em aprender Mandarim? Pois é, nossa relação com a China vai bem além do Yakisoba com rolinho primavera que você pede no delivery.


Seguindo os chineses tem os americanos. Eles representam aproximadamente metade dos lucros que os chineses nos geram. Não que não seja muito, pelo contrário, porque faturamos muito com café torrado, ferro fundido, produtos de aço, entre outros bens, na venda pros americanos. É que é um momento muito bom para a Economia chinesa, daí vem a diferença tão perceptível. Os americanos estão colados nos chineses também no quesito de importação. Compramos turbinas e motores de avião de lá. O Brasil é um país de proporção geográfica continental, então o que não falta é vôo indo e voltando pela nossa superfície. Fazemos muitos negócios com os americanos.


A partir do terceiro lugar da fila, as coisas já não são tão equivalentes. Exportamos mais pra Argentina mas importamos mais da Alemanha. Costumava ser a Argentina isoladamente, mas a Alemanha passou nas nossas importações graças a produtos manufaturados como carros e máquinas em geral.


Tudo isso é observado pelo Itamaraty. Regulado por ele. E não só isso mas também incentivado. Você que quer exportar seu produto mas não sabe por onde começar, o Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Itamaraty conta com materiais para te auxiliar nessa jornada. Há publicações disponíveis no site deles (http://www.investexportbrasil.gov.br/) que funcionam como um verdadeiro passo a passo para quem não está 100% seguro em como tocar negócios com outros países. Tanto na hora de exportar como na de importar. Lá tem tudo que você precisa para saber e manejar detalhes complexos sobre legislação, financiamento e até o básico como câmbio, embalagem e método de transporte. É um mundo globalizado e negociar com ele significa isso. E aí entra o Itamaraty para colaborar com o empresário. Desde o pequeno até o mega. Quem sabe o que você precisa para melhorar seus negócios não está justamente em outras terras?


 
 
 

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Marco Antonio da Silva
Empreendedor, Palestrante,
Professor e Autor

Formado em Comércio Exterior com vasta experiência em operações de importação e exportação, Diretor de Negócios do Grupo Comex Online,  docente de diversas universidades e autor de livros e cursos de Comércio Exterior.

Meu Livro

Estratégias para Atuação em Comércio Exterior apresenta o conteúdo de forma clara e objetiva, com dicas e exemplos, tabelas explicativas e passo a passo para preenchimento de formulários da área de Comex.

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