Suprimentos, produção, armazenagem e distribuição: ingredientes para o planejamento da logística int
- 29 de mar. de 2017
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O desenvolvimento das atividades de exportação e importação demandam tempo para execução, operacionalização, avaliação e medidas corretivas quando necessário. Gaste muito tempo planejando. Se uma empresa se propõe ao comércio exterior, seu sucesso em parte dependerá da habilidade de planejar inclusive a logística. Ironicamente, por mais que no Brasil nossa infraestrutura logística nos imponha desafios gigantes é, ao mesmo tempo, um fator de competitividade. Pense na seguinte situação: se você exporta um produto e sua condição de venda é Ex Works, ou seja, o seu cliente vem na sua fábrica coletar, que margem terá para negociar preço se num próximo pedido lhe solicitar um desconto? Note que quase não há espaço para mexer em preço. A corda fica no pescoço. Agora, se ao vender você entregar na fábrica do seu cliente há muita margem para negociar preço, uma vez que as etapas logísticas até a entrega podem ser negociadas por você. Só que o pensamento precisa estar voltado para todas as etapas da cadeia de suprimentos.
Ao direcionar o foco para o mercado externo, saiba que as chances de lucro são boas e, sobretudo na exportação, extremamente interessantes e atraentes. Mas se ligue no fato de que os riscos são outros, assim como a complexidade administrativa, operacional, fiscal e tributária aumentam. Ser competitivo exigirá do exportador e importador muitas habilidades e uma delas está relacionada à habilidade de desenvolver estratégias logísticas. Pensando nisso, quero destacar que um erro muito comum é o de focar apenas no transporte. Claro que essa atividade é relevante, mas não é a única preocupação que se deve ter ao planejar a logística. Tirar um produto de uma fábrica no Brasil e o colocar num outro país, de cultura, economia, legislação e política diferentes requer cuidados. Portanto:
Planejar a produção, entre outas coisas, evitará erros, atrasos e que se prometa ao cliente no exterior um prazo que não será capaz de cumprir;
Planejar o armazenamento, por exemplo, garantirá a qualidade do produto, sua boa guarda, custos enxutos de estocagem e agilidade se usar embalagens que permitam a movimentação mecânica;
Planejar a distribuição é inteligente e gera valor agregado, pois terá a chance de entregar o produto certo, na qualidade requerida pelo cliente e no momento desejado por ele.
O objetivo central é estabelecer uma competição entre cadeias logísticas com o propósito de ser eficiente e competitivo frente a concorrência. Assim como numa fábrica de veículo, estabeleça a integração entre todos os participantes do processo de comércio exterior. Trabalhe integrado com os intervenientes e com seu time. Esteja próximo do cliente, entenda o que o leva a consumir e crie valor agregado que pode ser tudo aquilo que seu cliente valorize e perceba.
Marco Antonio da Silva
CEO Grupo Comex Online




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